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Do aquecimento global aos nossos rios

Foto da Professora Madalena Monteiro
O consumismo e o desperdício atribuídos ao capitalismo e ao desenvolvimento tecnológico vêm se multiplicando e a cada dia se produz mais lixos urbanos, industriais e químicos. Inevitavelmente, isso tem provocado o aquecimento global, que é o aumento sem precedentes da temperatura da terra, a qual é provocada pelo excesso de emissão de CO2 (dióxido de carbono) a atmosfera, provocando o “efeito estufa”.
Reduzir a emissão de dióxido de carbono tornou-se num grande desafio e uma preocupação mundial. Como consequência de tudo isso, enfrentamos as variações climáticas como secas, enchentes (São Paulo é um grande exemplo), o avanço do mar, furações, proliferação de doenças como a febre, dengue, malária, entre outras. Podemos constatar que o clima de nossa cidade, União dos Palmares e da região serrana nunca esteve tão quente, o calor tem nos preocupado, muitos questionam: “O que está acontecendo com o tempo”, outros profetizam: “É o fim dos tempos”. E você o que acha? Tudo isso se origina em função do aumento da temperatura média da terra. Nesse aspecto, a população pode contribuir de maneira decisiva num percentual de 25% de ações preventivas tais como plantar árvores, acondicionar bem o lixo doméstico colocando na rua no horário correto, evitar o consumismo desnecessário, evitar o desperdício de água e energia, proteger nossas matas nativas, assim como as árvores de nossa cidade.
Em União dos Palmares nós temos um exemplo claro de nossa colaboração com o aumento da temperatura e o seu conseqüente efeito estufa. Trata-se do desmatamento a luz do dia de nossa APA (Área de Proteção Ambiental) na Serra dos frios. Lá se derrubam árvores centenárias, ateiam-se fogo na vegetação, matam as nascentes dos riachos. De qualquer ponto de nosso município, é possível enxergar o tamanho do estrago e do crime ambiental. A população assiste a tudo sem imaginar as consequências dessas ações. A mata dos Frios nos pede socorro e o povo e o governo a cada dia se distancia cada vez mais. Outro exemplo entristecedor vem de nossos mananciais. Falo do riacho Canabrava que agoniza em função dos inúmeros despejos e de águas servidas das residências que lhe cercam, numa extensão de 5,0Km até desemborcar no rio Mundaú. São também resíduos sólidos recebidos diariamente numa carga inimaginável. Saber que aquele riacho já serviu como fonte e abastecimento a inúmeras unidades residenciais de nossa cidade. Sem contar que as incontáveis estrebarias edificadas no seu leito, ajudam a pouco a pouco matar o histórico riacho Canabrava. Hoje assistimos a triste realidade desse riacho, amanhã pode ser o Rio Mundaú, pense nisso!
E nosso lixão! Continua a céu aberto, contaminando sem piedade o lençol freático com seu churume. Há uma necessidade urgente de um aterro sanitário. A prefeitura de União já chegou a ser notificada, já temos até mestre formado no assunto, é o caso do nosso companheiro Claudionor Oliveira, mas nada sai do papel! Enquanto isso o lixo toma as ruas de nossa cidade, deixando seu rastro poluição. E a temperatura? Continua aumentando. Outro agravante é que se aproxima o inverno, percebe-se que as galerias pluviais das principais ruas da cidade funcionam com capacidade de 50%, pois os outros 50% ou mais é composta de resíduos sólidos comprometendo assim o seu perfeito funcionamento e com as fortes chuvas de inverno a probabilidade das águas invadirem as ruas e casas são grandes, já vivenciamos fatos semelhantes nas trovoadas de dezembro/ janeiro. Fica aí o alerta.
Mas, nem tudo está perdido! Nós temos em nossa cidade um grupo de 30 professores formados pelo Programa de Educação Ambiental – Lagoa Viva, que em parceria com a Braskem e Secretaria Municipal de Educação, sala verde e Secretaria do Meio Ambiente vem atuando há quatro anos com a capacitação de professores facilitadores, que agem como guerreiros defensores do meio ambiente de União dos Palmares. Eles têm desempenhado um papel muito importante nessa discussão.
A população quanto faz a sua parte atua com 25% das ações e os 75% restantes são atribuídos aos governantes que somente cabem a eles resolver questões tais como estruturação da Secretaria do Meio Ambiente, investir pesado no saneamento básico no município, financiar projetos educacionais e preventivos para o meio ambiente, além de incentivar e promover campanhas de educação ambiental nas escolas estaduais, municipais e privadas. E o mais importante de tudo é tomar consciência que somos parte da natureza e não o dono dela.
Um abraço a todos.
Prof. Nivaldo Marinho
Química-UFAL/UFRN, Ambientalista-Instituto Lagoa Viva
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Lugar se transforma em grande esgoto
O Canabrava é hoje um dos principais responsáveis pela poluição do Rio Mundaú, dentro da bacia hidrográfica da região
Gazeta de Alagoas
LELO MACENA - Repórter
Foto: José Feitosa

Em Santana do Mundaú, crianças pescam e tomam banho em rio infestado de caramujos
União dos Palmares - Quando era menina, a dona de casa Marluce Nicácio de Souza, 47, gostava de brincar nas águas do Riacho Canabrava, que outrora era responsável por abastecer União dos Palmares. Generoso, o riacho que corta o Centro da cidade também oferecia o peixe a quem se arriscava na pesca. “Hoje em dia, o mau cheiro que vem dele invade as casas e nos incomoda”, diz Marluce, que mora a poucos metros do leito do rio, próximo à ponte “Mata Quatro”, batizada assim por causa do assassinato de quatro jovens, ocorrido há cerca de três anos.
A filha pequena de Marluce está terminantemente proibida de qualquer contato com as águas do Canabrava. “Ela já adoeceu por causa dessa água. Na época de chuva, o rio sobe e invade as casas. A água é esgoto puro”, diz a dona de casa.
Alagoas recebe sujeira de Pernambuco
União dos Palmares - Quando chega à cidade de Santana do Mundaú, a 106 quilômetros da capital, sua porta de entrada em território alagoano, o Rio Mundaú já carrega a imundície e traz as marcas das agressões sofridas em quinze municípios pernambucanos, pelos quais passou desde sua nascente, em Garanhuns.
Atacado com violência em seu percurso pernambucano, o Rio Mundaú também sofre em Alagoas pela ausência absoluta de saneamento básico em todas as cidades banhadas por suas águas. A consequência é a proliferação de doenças.
Em Santana do Mundaú a situação é dramática. Lá, o rio é sinônimo de esquistossomose, a doença que aflige o santanense. Em 2005, quase 40% da população estava infectada pela doença. Para se ter uma ideia da gravidade do caso, segundo recomendação do Ministério da Saúde, o índice aceitável de infestação é de até 5% da população.
Esquistossomose ameaça população
Santana do Mundaú - Luis Fernando dos Santos, 12 anos, o Buiú, e o primo dele, Diogo Alves, de 7 anos, já ouviram conselhos para se afastar do rio e não querer conversa com o tal de “aruá”, o caramujo que carrega a esquistossomose dentro dele. Mas os dois não têm escolha. É de dentro das águas sujas do Mundaú que eles tiram a “mistura” do almoço. Dependem dos peixes mirrados que ainda encontram no rio.
Com uma espécie de peneira, Buiú revira a lama do rio, enquanto Diogo fica encarregado de guardar dentro de um saco plástico os peixinhos que os dois vão comer no almoço. Quando a peneira sobe do fundo da lama, ao invés de peixes emergem caramujos. Buiú os pega com as mãos e, antes de devolvê-los ao rio, faz pose para o repórter fotográfico da Gazeta, José Feitosa.
Rio Canhoto também pede socorro
São José da Laje - A situação de degradação dos afluentes do Rio Mundaú se espalha pela região serrana dos quilombos e chega a São José da Lage, ao Rio Canhoto, famoso pelas cheias furiosas, numa das quais, em março de 1969, causou destruição e matou quase 1.500 pessoas.
Oh! Santo Deus Criador/ Dá-me força e coragem/ Pra contar sem pabulagem/ A catástrofe que se deu/ Lá em São José da Laje. No dia 13 à tardinha/ Começou a chuviscar/ No vale do Rio Canhoto/ Isto eu posso provar/ Porém ninguém sabia/ Que a Laje neste dia ia se acabar. São os dois primeiros versos do cordel de autoria de Valdemar Matias, que conta o drama da cheia histórica do Rio Canhoto, da qual os lajenses mais antigos jamais esquecerão. O fato ganhou repercussão internacional considerado o principal afluente do Mundaú, ao lado do Rio Inhumas, dentro da bacia hidrográfica da região, o Canhoto também pede socorro e é considerado atualmente um rio “morto”.
Comitê de bacia pode ser redenção de Rio Mundaú
União dos Palmares - A formação do comitê da bacia hidrográfica da região pode ser a redenção do Rio Mundaú e de seus principais afluentes em Alagoas e Pernambuco. Mas a providência deve demorar. Pernambuco já concluiu os trabalhos iniciais para a formação do comitê federal e aguarda que o mesmo processo seja concluído no lado alagoano, para que seja dada sequência aos trâmites burocráticos.
“O processo é demorado. Acredito que a formação do comitê só deva ocorrer no fim de 2011. Estamos concluindo os termos de adesão dos municípios situados na bacia”, diz Eduardo Santa Rita, gerente de Apoio a Comitês de Bacias em Alagoas da Secretaria de Recursos Hídricos.
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Riacho Cana Brava


Fotos tiradas em 05/06/2009 por João Paulo
Por João Paulo Farias
Blog Penso, logo existo
O riacho Cana Brava está localizado á margem esquerda do Rio Mundaú, onde joga suas águas, fazendo parte de uma das mais importantes bacias hidrográficas do estado de Alagoas. Nasce no síto Barro Vermelho ( zona rural de União dos Palmares) e percorre aproximadamente 22 Km até chegar a sua foz. É um rio municipal, pois se encontra totalmente dentro dos limites do município de União dos Palmares. Tem como características, também o fato de ser perene e de ter regime fluvial tropical. Como na nossa região as chuvas ocorrem no inverno, o período de cheia ocorre entre abril e agosto.
Recebeu o atual nome porque no passado era muito comum ver em suas proximidades um vegetal chamado Canafístola, planta bem parecida com a cana de açúcar, porém os habitantes ribeirinhos chamavam-na de cana brava e assim batizaram o córrego.
Para chegar na foz, percorre a zona rural, passando pelas fazendas Piróas, Taquarana, Povoado Santa Fé e fazenda Salinas. No meio urbano margeia o conjunto Sagrada Família, os bairros Vaquejada, Abolição, Roberto Correia de Araújo, Cohab I e II e Alto do Cruzeiro.
Na área rural encontra-se assoreado. Nas margens praticamente não há vegetação arbórea. A mata ciliar foi substituída pelas culturas de laranja, batata, macaxeira, inhame, cana-de-açúcar e por pastagens para criação de gado de corte.
Além disso, suas águas são represadas. Em alguns trechos no verão, a largura não chega a 50 cm. Da nascente ao início do povoado Santa Fé, suas águas se mantém “limpas”, desse ponto em diante a poluição aumenta drasticamente.
Na área urbana observamos a situação mais agravante. Ele passa a ser um receptor de dejetos e uma variedade de lixo que vai desde plásticos, a animais em decomposição. A vida aquática quase inexiste. Essa sujeira pode gerar muitas doenças como leptospirose, cólera, febre tifóide, entre outros.
No passado esse curso de água era mais limpo e volumoso do que é agora. Segundo relatos de pessoas mais velhas, o rio era usado para lavagem de roupas, banho e até beber. No entanto as constantes ações humanas, causaram impactos ambientais negativos. Hoje vemos a necessidade urgente de um projeto ambiental, que nos possibilite reverter esse quadro e recuperar esse bem de valor imensurável que é o riacho Cana Brava.
Fonte: Resumo adaptado através de um texto obtido em 2006, de alunos da Escola Laura Pereira, de autoria do Professor Salus Pessoa.
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Mata Atlântica é dizimada sob as vistas das autoridades (ir) responsáveis


Genisete de Lucena
Texto e fotos
É profundamente lamentável o que está acontecendo com o que sobrou da Mata Atlântica em nosso município, notadamente na mata dos Frios. Há muito tempo, as pessoas preocupadas com as questões ambientais vêm alertando as autoridades, através de artigos nos blogs, comunidades na internet ou em reuniões específicas, sobre o constante desmatamento que a mata vem sofrendo. Em 2006, quando vereadora, cheguei a formalizar denúncia ao IBAMA. Até fui procurada pelos fiscais, mas nunca fui informada do resultado da investigação , apesar de ver diariamente da minha casa (fotos abaixo) a conseqüência da inoperância do Órgão.
Quase todas as noites, é possível observar o fogo queimando a mata, abrindo novos espaços para o plantio. Claro, nada contra o plantio de lavouras, sobretudo para alimentação humana, mas nem isso justifica o que estão fazendo com a nossa mata. Até porque, pelo andar da carruagem, pelas agressões sofridas pela natureza, até a existência humana na terra está ameaçada, quanto mais das espécies vegetais. Há estudos que dizem que, a continuar dessa forma, com as mudanças climáticas, cerca de trinta por cento das espécies vivas serão eliminadas até o final deste século.
Quando foi criada, na estrutura governamental de nossa cidade, a secretaria do Meio Ambiente renasceu nos ambientalistas a esperança de que essas questões teriam uma atenção especial, e muitas irregularidades até então cometidas seriam inibidas, porém, para desencanto de todos, não mudou nada, infelizmente o meio ambiente continua sendo degradado como nunca, e infelizmente sob as vistas de todos, principalmente das autoridades responsáveis pela sua proteção.
Ambientalistas palmarinos, chegou a hora de agirmos, salvemos a Mata dos Frios!
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SALVEM O MUNDAÚ!
 
Fotos Tribuna de União
 
Fotos de Olívia de Cássia
Há cerca de três semanas recebi de minha amiga e jornalista, OLÍVIA DE CÁSSIA, a informação de que o Rio Mundaú estava sendo alvo de extração irregular de areia, juntamente com a ex-vereadora GENISETE DE LUCENA, ambas, percorreram o Rio Mundaú entre os municípios de União dos Palmares e Santana do Mundaú e comprovaram a informação que lhes chegaram, registraram suas visitas em várias fotografias, as quais tive acesso e devem ser alvo de uma matéria a ser veiculada no conceituado Jornal Tribuna Independente.
Entretanto na tarde de hoje pude verificar no site A TRIBUNA DE UNIÃO, dirigido pelo Jornalista, ANTÔNIO ARAGÃO, que em uma operação comandada pelo Promotor de Justiça TÁCITO YURI foram detidos por cometerem, em tese, crime ambiental. Cerca de 30 pessoas que praticavam o delito foram conduzidas a Delegacia Regional de União dos Palmares para que fossem registrados os devidos TCO’s, já que o crime é encarado como de menor potencial ofensivo.
Fato que segundo o Jornalista Antônio Aragão chamou ainda mais a atenção do eminente Promotor de Justiça Tácito Yuri foi: “fiquei surpreso com a presença e os pedidos de dois vereadores do município, exatamente ligados ao PV, que deveriam defender a natureza (Cícero Aurélio e Alan Elves) mas que vieram pedir a soltura dos detidos e a liberação do rio para eles continuarem trabalhando, porém, como já afirmei, isto somente será feito após as formalidades legais serem cumpridas. É bom dizer que os infratores podem ser condenados a prisão ou pagar multas pelos danos mesmo pequenos causados à natureza”.
Como ambientalista e autor do Projeto Fênix do Mundaú gostaria de repudiar publicamente a ação criminosa dos detidos na operação, a posição contraditória dos Vereadores do Partido Verde (Que deveriam ser os primeiros a serem contra qualquer dano ambiental) e principalmente aos fatos sociais que levaram a estas pessoas a cometerem tal atentado ao já tão maltratado Rio Mundaú.
Quanto a defesa dos acusados, promovida pelo Advogado, Marcos Emanuel, gostaria de reconhecer a necessidade constitucional da ampla defesa, que sem sombra de dúvidas todos a receberão na melhor forma de direito, porém ressalto que o Rio Mundaú já é considerado por muitos ambientalista (No qual me incluo), UM RIO MORTO, e isto se deve em muito ao assoreamento quem vem sendo causado há décadas pela extração irregular de areia do Rio, em todo seu percurso.
Gostaria ao final de solicitar publicamente ao excelentíssimo Promotor de Justiça, Tácito Yuri, que no momento oportuno, ao proferir seu douto parecer neste processo que o mesmo indique um das ações educativas previstas no Projeto Fênix do Mundaú a fim de que todos os envolvidos possam assimilar o grave crime que estavam cometendo. Indico ainda ao Bel. Marcos Emanuel que ao proferir a defesa dos mesmos desde a inicial que também tome como base a sugestão para que seus clientes executem uma das penas educativas previstas no Projeto Fênix do Mundaú, já que ele próprio, confessa que o crime ocorre há várias décadas.
O Rio Mundaú vem sofrendo há décadas com a poluição causada pelo chorume do lixão das cidades pelas quais o Rio percorre, pelos esgotos que escorrem para seu leito sem que haja qualquer tratamento, pela ocupação desordenada de seu leito, pela destruição de sua mata ciliar, pela impermeabilização do solo e claro pelo assoreamento provocado pela retirada irregular de suas areias. Aproveito o ensejo para convidar a todos a conhecerem o projeto Fênix do Mundaú e participarem na necessária revitalização do Velho Mundaú.
JOSIVALDO RAMOS
www.fenixdomundau.blogspot.com
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JOSIVALDO RAMOS APRESENTA PROJETO PARA CRIAR PARQUE ESTADUAL DA SERRA DOS FRIOS

O projeto que tem como fulcro a preservação ambiental, sobretudo de um importante resquício de mata atlântica presente na zona da mata alagoana e contará com incentivo fiscal através da restituição (Abatimento) de até 70 % do valor doado pela iniciativa privada no recolhimento mensal do ICMS será um importante passo na luta em prol do que ainda nos resta da mata atlântica no estado de Alagoas e você confere na íntegra a seguir:
* Projeto PESF (Parque Estadual da Serra dos Frios) – Prevê a Criação de um espaço de preservação ambiental permanente na área da Serra dos Frios, município de União dos Palmares, com reflorestamento da Mata Atlântica nativa; com produção de mudas de espécies da Mata Atlântica para doações em campanhas de preservação ambiental; com reprodução em cativeiro de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção; com abrigo para reabilitação física e soltura de animais silvestres recapturados em fiscalizações de rotinas; com uma escola do meio ambiente, para onde devem ser encaminhados pela justiça pessoas envolvidas direta ou indiretamente com crimes ambientais; com trilhas ecológicas para exploração do eco-turismo; com monitoramento permanente da Polícia Militar através de uma guarnição especializada em preservação ambiental em parceria com guardas municipais dos municípios limítrofes ao parque; Doação de uma área e infraestrutura para construção de uma sede do Grupo de Escoteiros Florestais; Inclusão do parque no roteiro turístico oficial do estado de Alagoas. O parque será criado e mantido com recursos advindos da iniciativa privada que, por conseguinte poderá restituir até 70 % do valor doado para o projeto na apuração mensal do ICMS, desde que o valor a restituir em cada mês não ultrapasse 50 % do valor total a recolher no mês, caso a restituição dos 70 % legais não sejam contemplados em sua totalidade o saldo poderá ser incluído no valor a restituir mês a mês até que seja o montante de 70 % totalmente abatido do recolhimento do ICMS, não haverá limite para as doações. O projeto será gerenciado e fiscalizado por um órgão gestor composto de representantes de todas as cidades que compõem a região da mata alagoana devendo obrigatoriamente contar com representantes dos três poderes (Executivo, legislativo e judiciário), do Ministério público e da sociedade civil organizada através de representantes de ONG’s.
Este é mais um projeto de autoria de JOSIVALDO RAMOS, que pensa e que age em prol da sociedade alagoana, e que por este motivo abre mão de seu direito autoral, podendo este projeto ser copiado e aplicado por quem quer que seja, já que tem como objetivo único a promoção de uma sociedade melhor e mais justa para todos.
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UNIÃO DOS PALMARES 'MATA DOS FRIOS': FESTAS DE SÃO JOÃO AJUDAM SUA DEVASTAÇÃO

Por Antonio Aragão //
A Tribuna de União
É humanamente impossível se fazer uma previsão por quantas festas de São João e aumentos no gás e cozinha a flora e a fauna da “Mata dos Frios” localizada entre os municípios de União dos Palmares e Branquinha e única remanescente da Mata Atlântica em solo palmarino conseguirá sobreviver à ação de depredatória do homem que mata seus animais silvestres pelo prazer da caça ou extraí sua madeira para usos diversos.
Embora os órgãos ambientais tenham acionem constantemente suas assessorias de comunicações para divulgar ações repressivas, a comunidade vê tristemente desaparecer diariamente arvores nobres e centenárias que após serem cortados desfilam acintosamente em lombos de animais, carroças, até bicicletas – e nas caladas da noite, caminhões – com a madeira que serve para a comunidade dos bairros periféricos da cidade para substituir o gás butano, para uso em padarias ou mesmo para construção de residências.
Pode-se constatar o abuso praticado livremente qualquer dia ou qualquer época do ano, basta se aproximar do elevado e escutar os estampidos de espingardas das entranhas da mata (ação de caçadores) ou os apelos dramáticos das aves e animais preferidos dos depredadores retirados de seu hábitat naturais para comercialização ou para consumo.
A certeza da impunidade e a inoperância dos órgãos encarregadas da preservação ambiental servem de estimulo as pessoas que por ignorância ou por especulação devastam a mata, de vital importância para o equilíbrio ecológico da região, pois abriga importantes nascentes de água como um que ainda resiste em sobreviver e já abasteceu a cidade com o liquido que por sua pureza exige pouco ou quase nenhum aditivo químico para ser consumido pelos humanos.
Muitas pessoas da comunidade ainda não conseguem entender por que até bem pouco tempo passado existia uma guarnição da policia florestal instalada nas proximidades da serra, mais precisamente no escritório da antiga Cidade Hortigranjeira, e que mesmo precariamente ainda fiscalizava alguns trechos da mata (estimada pelos mais antigos em mais de 200 hectares). A guarnição inexplicavelmente bateu em retirada.
Hoje, devastar a Mata dos Frios é uma cultura do povo de União dos Palmares, principalmente de alguns posseiros que estimulam a derrubada das arvores para plantar diversas lavouras – até mesmo cana de açúcar – a exemplo de laranja, banana e capim para a criação de gado.
O futuro da importante área ninguém sabe explicar ou se alguma autoridade a exemplo do prefeito do município tem conhecimento destes fatos que são públicos, notórios e assumem ares de escandalosos, mas que está guardado a sete chaves pelas autoridades como se temessem algum com interesse na área, já que nenhuma providencia é tomada com relação ao rumoroso caso cujos reflexos negativos tendem a se agravar, e que indubitavelmente legarão as gerações futuras uma herança pouco salutar.
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