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Faltam juizes, promotores, delegados e defensores públicos em Alagoas
Por Thiago Gomes
Da Editoria de Política
Quem precisa do aparelho estatal em Alagoas, para fazer valer os seus direitos, enfrenta dificuldades que vão além de uma simples papelada mofando na repartição pública. E no interior do Estado, a situação ainda é pior: promotores e juizes são obrigados a acumular duas ou três comarcas porque não existe pessoal suficiente – nem de apoio – para oferecer o serviço a quem paga os impostos; há delegados que passam um único dia da semana em uma cidade, porque correm outras duas, também por falta de outros delegados. A Defensoria Pública tem um único defensor para as 26 cidades do sertão.
O JORNAL entrevistou os representantes dos defensores públicos, promotores, juizes e delegados. Todos admitem a falta de pessoal; todos admitem que precisam abrir concurso público. E eles acreditam que os serviços seriam bem melhores – garantindo até índices menores de impunidade – se o quadro de funcionários fosse incrementado.
A auto crítica veio da governadora Elisabeth Carvalho do Nascimento, presidente do Tribunal de Justiça e que assumiu o comando de Alagoas por cinco dias. De perto, sentiu as deficiências do TJ e de toda a aparelhagem estatal. “Precisamos de concurso, não há outro caminho”. Há três anos, o tribunal fez concurso para preencher 80 vagas; o “claro” (número de juizes faltando no Estado) ainda é de 40 pessoas. Mas, nenhum juiz trabalha sozinho. Precisa de gente de apoio: são 50 “claros” de servidores. “Oferecemos o serviço que temos ao cidadão”, afirmou a presidente do TJ, no início da semana, como governadora em exercício de Alagoas, sabendo que este serviço não é ideal.
Quanto mais distante da capital, menos atrativo é ser juiz. Faltam magistrados em Palmeira dos Índios, União dos Palmares, Colônia de Leopoldina, São José da Laje, Arapiraca, Santana do Ipanema.
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