JOSIVALDO RAMOS - COMPROMISSO COM A VERDADE.
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Blog JR

Solidariedade
31/01/2010 23:49:45

Campanha de Solidariedade: Casa do Pobre Santo Antônio




 




Caríssimos palmarinos,


          A Casa do Pobre Santo Antônio, instituição filantrópica, fundada em 02 de janeiro de 1954, foi idealizada pelo Padre Monsenhor Clovis Duarte, tem sede à Rua Hermano Plech, nº 411, Centro de União dos Palmares, estado de Alagoas, e está precisando de nossa solidariedade.


          A Casa do Pobre, como é cariosamente conhecida, é uma instituição sem fins lucrativos. Sua sede é fruto de doação da Sociedade São Vicente de Paulo.


          Atualmente a instituição é administrada pela Sociedade São Vicente de Paulo através de doações de empresários palmarinos, da subvenção repassada pela Prefeitura Municipal de União dos Palmares, pelas doações de pessoas físicas e, sobretudo através dos benefícios assistências dos abrigados (Benefícios repassados pelo INSS, na forma que estabelece a Lei Orgânica da Assistência Social para idosos carentes que não contribuíram com INSS e a renda per capita familiar não ultrapasse ¼ de salário mínimo).


          A Casa do Pobre atualmente é coordenada por GEANY LOPES CORREIA VERGETH, que de forma voluntária, administra a instituição que conta com 29 abrigados (Sendo 15 mulheres e 14 homens), aproximadamente11funcionários remunerados e alguns voluntários.


          Por se tratar de uma construção antiga, sem que tenha sido submetida a uma reforma estrutural significativa nas ultimas décadas, já há necessidade de algumas intervenções emergências a fim de assegurar a segurança dos abrigados, como também dos funcionários e voluntários que coabitam o prédio que sedia a instituição.


          Exemplo da necessidade iminente de intervenção é o telhado da instituição que ameaça cair, caso não sofra intervenção urgente. Entretanto entende-se que medidas paliativas como consertos localizados, além de não resolverem os problemas, podem, inclusive, serem agravantes da atual situação.


          Motivo pelo qual vimos à presença da sociedade palmarina com o intuito de convocar todos os cidadãos a se unirem para resolução deste problema. Convidamos toda a sociedade, como já dito, mas em especial convidamos os empresários, os ocupantes de cargos públicos; os responsáveis pelos órgãos da imprensa local e estadual; O Ministério Público; a Polícia Militar do Estado de Alagoas; a OAB; as associações de classe; os sindicatos de categorias, os partidos políticos com representação em nossa cidade, ou não; os políticos em geral, com ou sem mandatos; as igrejas em suas diversas denominações; as ONG’s e todos os demais seguimentos sociais para indicarem representantes a fim de que seja formada uma comissão gestora, que será responsável por uma campanha de arrecadação de recursos, fiscalização e divulgação dos valores arrecadados, execução da obra e fiscalização do andamento da obra e da aplicação dos recursos.


          Esta é uma campanha apolítica, apartidária, sem credo religioso, que não visa lucro ou obtenção de vantagens financeiras ou pessoais, que visa unir em torno de um objetivo comum todo e qualquer cidadão, palmarino ou não, a fim de alcançarmos, juntos, um mesmo objetivo que é a reforma do telhado da Casa do Pobre Santo Antônio.


         Inicialmente será lançada uma campanha com o intuito de arrecadar recursos para substituir todo o telhado da sede da instituição, obra esta, orçada em R$ 50.000,00 (Cinquenta mil reais) e engloba a substituição de todo madeiramento, todas as telhas e calhas. Vale ressaltar, que para alcançarmos esta meta basta que cada palmarino doe apenas R$ 1,00 (Um real), o que faria com que não apenas batêssemos a meta como extrapolássemos, contudo sabemos que nem todos contribuirão o que nos obriga a pensar em várias alternativas de arrecadações.


          Para isso, será criada uma página na internet, será aberta uma conta poupança na Caixa Econômica Federal para o recebimento de doações e depósitos frutos de outras arrecadações como bingos, leilões, rifas e assemelhados, vendas de camisas e outros objetos. Todos os valores arrecadados durante a campanha serão informados nesta página, como também a disponibilização dos extratos bancários com atualização a cada 10 dias, o que concederá a campanha uma total transparência.


          Para tanto convidamos todos os acima mencionados para se fazerem presentes a uma reunião a se realizar no próximo dia 06 de fevereiro na sede da instituição, às 16h00min (Qualquer eventual mudança será comunicada com antecedência). Onde serão discutidas as ações, formada a comissão gestora. E Onde também será feito o lançamento do site e o início oficial da campanha de arrecadação.




União dos Palmares, 01 de Fevereiro de 2010.


 


CASA DO POBRE SANTO ANTÔNIO


CNPJ 12.383.618/0003-29.


 


Futebol
31/01/2010 23:40:45

UNIÃO LEVA SAPECADA DO CRB



 


Em um jogo de um time só, o CRB, de Maceió, não tomou conhecimento do adversário e venceu o União pelo placar de 3 x 0, gols de Ítalo aos 19 do 1º tempo, Wellington aos 12 e Reinaldo aos 20 do 2º tempo. O União mostrou estar bastante nervoso na partida ao cometer várias faltas desnecessárias, além, é claro, de não oferecer perigo nenhum a equipe do Galo da Pajuçara. Em cinco jogos já são quatro derrotas e com apenas três pontos conquistados a equipe palmarina vai de mau a pior no Campeonato. Ainda bem que temos equipes bem pior que a nossa, como é o caso do CSE e do Corinthians, caso contrário já estaríamos em último.


 


Franco Maciel de Carvalho Ferreira

Festa de Santa Maria Madalena
31/01/2010 23:37:05

Barrada no baile




Olívia de Cássia Correia de Cerqueira


         Ontem à noite, na festa de Santa Maria Madalena, em União dos Palmares, durante o show dos agora cantores sertanejos Rafael e Gabriel, o segurança do palco me impediu de entrar para fazer fotos da dupla. Me Identifiquei  como profissional da imprensa, disse que tenho um blog e que trabalho em jornal e que ano passado tinha feito fotos deles. Nem assim o troglodita me deixou entrar e ainda desdenhou de mim. Disse que estava cumprindo ordens.


         O tipo de música que Rafael  e Gabriel fazem agora não faz o meu gênero. Rafael costumava tocar rock no restaurante Anexo Parmegiano, na Serraria. É amigo de um colega meu de trabalho lá da Tribuna Independente e quase toda segunda-feira eu estava lá para ver o show e fazia várias fotos dele. Nunca fui impedida de fazê-lo. Pelo contrário. Minha fotos  já foram usadas no caderno de cultura do jornal.


         Não sei se a atitude do segurança dos cantores é uma  determinação da produção, mas avalio que deve ficar atenta para isso.  Agora que estão  causando um ‘frenesi’ na garotada de hoje, que costuma consumir músicas de qualidade duvidosa,  pega muito mal para eles que precisam de divulgação de seu trabalho e precisam escolher melhor com quem trabalham. Outros shows virão e espero  que mude essa atitude..



Da mesma forma que não pude fazer foto no palco, tive que arriscar essa aí, lá de baixo mesmo...

Memórias
31/01/2010 23:29:09

Que saudades do Santa!





Não sei por que, mas hoje me bateu uma saudade danada dos meus tempos no Colégio Cenecista Santa Maria Madalena ou simplesmente Santa. Escola que fui estudar, em 1993, depois de aprender as primeiras letras no Paulo Sarmento e ter uma breve passagem pelo Filomena Medeiros, duas escolas muito importantes de nossa cidade.


Mas, primeiramente vou contar como fui parar no Santa, uma das escolas mais tradicionais de União dos Palmares, fundada em 23 de março de 1953. Tudo começou quando terminei a 3ª série no Filomena Medeiros, uma escola distante da casa onde morava, e apesar de gostar do ensino ofertado, minha mãe temia que eu perdesse o ano caso continuasse em uma escola da rede pública.


Eu já tinha passado por uma greve quando fazia a 3ª série no Paulo Sarmento, antes de ir para o Filomena, e diziam que, possivelmente, o município também entraria em greve, e por esse motivo, ficou acordado que eu iria para o Santa Maria no ano seguinte.


Minha mãe me matriculou e eu fiquei muito feliz, o Santa era bem perto da minha casa e tinha alguns amigos lá. Mas, de primeira um choque... fui matriculado na 4ª série “B”... porque o choque? Bom, todos diziam que na turma “A” ficavam os mais inteligentes ou os que a direção julgava ser, fato que eu descobri depois ser verdade, mas em outra oportunidade eu conto.


Cristina Santos era minha professora, mas ela não durou muito tempo e teve que nos deixar. Em seu lugar veio a professora Luciene Peixoto, que também era radialista na época, uma mulher sempre a frente do seu tempo. As meninas queriam ser igual a ela e os meninos a idolatravam, ela era linda, como continua sendo. Enfim, era querida por todos.


O Santa era uma escola bastante rígida, tinha horário pra entrar e horário pra sair e pelo menos uma vez na semana nós cantávamos o hino nacional e o hino da escola, todos devidamente fardados e detalhe, de tênis branco... ai de quem esquecesse esse fator, pois “Tia” Sônia estava sempre de olho.


Sônia Viana era a diretora da escola e era uma mulher bastante exigente e respeitada por todos. Eu tinha e continuo tendo uma grande admiração por ela. Muitos não gostavam de seu jeito de ser, mas hoje eu entendo porque ela agia daquela forma. A sua intenção era formar homens e mulheres de bem e quisera eu se nas outras escolas tivessem outras “Tia” Sônia.


            Nesse primeiro ano participei da primeira feira de Ciências da escola. A minha turma falou sobre “Frutas Tropicais”. Como era bastante tímido, essa experiência serviu pra eu me desinibir um pouco. Também fui eleito o Rei Momo da minha sala na época do Carnaval. Mas, não me pergunte como, pois nem eu mesmo sei porque me escolheram.


Não era um dos melhores alunos, mas também não era um dos piores. Em Português sempre me saía bem, já em matemática, prefiro não comentar. Lembro-me que nessa época minha mãe me colocou no reforço da "Tia" Marilda, que ensinava na turma "A". Lá aprendi a tabuada de cor e salteado, aliás, não só a tabuada, pois ela fazia questão de nos corrigir quando a gente fala errado. Eita, saudades da "Tia" Marilda.


O Santa em meados da década de 90 era uma das escolas mais requisitadas pelos pais, pois tinha o melhor ensino e, como disse anteriormente, era uma das mais tradicionais de nossa cidade. Era uma das poucas que tinha biblioteca, quadra de esportes, um grande pátio e excelentes professores.


Além de Sônia, lembro, também, de Francisco Viana, esposo da mesma, homem bastante educado e respeitado, seu Severino, vigilante, que nos recebia sempre com um sorriso no rosto, Maria, esposa de seu Severino, que endoidava com a gente na Cantina ('Maria quero um picolé...' 'Maria quero uma pipoca...'), Cíntia, uma espécie de supervisora e braço direito de Sônia, “Tia” Neném, que costumava aplicar as provas de matemática (uma pior que a outra), “Tia” Dailza, professora de Educação Religiosa, “Tia” Marilda, que como disse era minha professora de reforço, e Sandra que trabalhava na Secretária, a simpatia em pessoa.


Além das Feiras de Ciências que eu participei de todas, outra coisa que eu gostava no Santa eram as Olimpíadas. Cheguei a praticar o handebol com o professor João Lins, mas nunca fui um bom jogador. Ficava com inveja dos que se destacavam, mas talento não é pra qualquer um.


Outra coisa que eu gostava nos tempos do Santa era do JEP’s (Jogos Estudantis Palmarino). Na época existia uma grande rivalidade entre o Santa e o Mário Gomes. Eu, como não podia ser diferente, fazia parte da torcida organizada do Santa, sempre gritando: ‘Uh! Uh! É o azul! Têrêrêrê!’ Era a torcida azul de um lado e a torcida vinho do outro. Só faltava sair briga às vezes.


Lembro que teve até um bloco do Colégio, o Unidos do Santa, e eu participei. Outra coisa que eu gostava era de desfilar no dia 13 de outubro representando o Santa Maria. Tinha o maior orgulho. A última vez foi quando eu fazia o 2º ano, em 1999. Desfilei vestido de judeu, mas os meninos teimavam em dizer que eu parecia o Padre Cícero.


Outra coisa que sinto saudades é das aulas de educação física com o professor Aldo. Eu fazia questão de acordar cedo, pois, logo depois dos alongamentos, ele deixava a gente jogar futebol até enjoar. Era uma secura da gota, até na chuva a gente jogava. Nesse tempo eu até que jogava direitinho, mas com o tempo fui perdendo a minha habilidade com a bola.


Nunca tive vontade de sair do Santa, as outras escolas que existiam não me chamavam atenção. O meu maior medo era ficar de ano, pois minha mãe sempre dizia: se ficar de ano vai pra o Mário Gomes. Aí eu estudava e passava de ano e como minha mãe era professora, ela só vivia pegando no meu pé pra eu estudar.


Estudei no Santa Maria até o 3º ano do Científico e nesses anos que passei nesse grande colégio encontrei vários professores e colegas que marcaram minha vida. Alguns continuam meus amigos até hoje, outros partiram e outros nem sei onde se encontram.


 


Obrigado Santa, obrigado por me tornar o homem que sou hoje!


 


Franco Maciel de Carvalho Ferreira


Acadêmico do Curso de Geografia - Campus V/UNEAL


 


* Esse texto faz parte do livro de recordações que estou escrevendo e resolvi postar aqui no blog quando soube que o Santa iria fechar as portas. Espero e torço para que em 2011 o Santa volte com força total, pois é uma escola que merece todo o nosso respeito, um verdadeiro patrimônio palmarino.


 

Des-educação
29/01/2010 08:33:54

Inadimplência leva “Santa” a fechar suas portas em União



 


Por Ivan Nunes


Blog Apalavra


 


São 252 unidades de ensino no país, pertencente a Campanha Nacional de Escolas da Comunidade - CNEC, sendo 30 Faculdades espalhadas Brasil a fora. É a maior rede de escolas comunitárias da América Latina. 


Em Alagoas o presidente da instituição é o atual secretário de Estado da Educação, professor Rogério Teófilo. Francisco Viana, responde interinamente pela função num momento muito delicado por que passa a unidade de ensino da CNEC, Santa Maria Madalena. 


Fundada no dia 23 de março de 1953, a Escola Cenecista Santa Maria Madalena de União dos Palmares, nos seus 57 anos, vai fechar as suas portas para a região da mata alagoana, em função da grave crise financeira que atinge a mais antiga unidade de ensino particular em União dos Palmares. 


De acordo com o professor, Francisco Viana, a sede da CNEC em Brasília, tem sido ao longo dos anos extremamente exigente com as suas unidades espalhadas pelo Brasil. Eles não concordam que os balancetes remetidos a base sediada em Brasília, repitam resultados negativos financeiramente. 


“Resolvemos parar todo o ano de 2010 para reorganizarmos a nossa casa, Quando voltarmos em 2011, teremos faculdade e cursois profissionalizantes como sempre tivemos no Santa Maria Madalena”, justifica Francisco Viana, com os olhos marejados. 


“Nossa casa dispõe de uma inadimplência muito grande com seu alunado. Durante este ano, estamos aqui funcionando pela manhã, para atendermos os pais de alunos que necessitem da transferência escolar, enfim…mas, voltaremos no ano que vem”, reafirma o professor Francisco Viana, distribuindo uma nota oficial com o blog, que publica na íntegra.


 


 


Nota


 


 


O Colégio Santa Maria Madalena, pertencente a Campanha Nacional de Escolas da Comunidade - CNEC, fundado em 23 de março de 1953, cumpriu sua missão de Educar ao longo de seus 57 anos, mudando a cultura da região fazendo crescer a cada dia seu desenvolvimento através de profissionais formados, sendo mais de 2.500 professores, seguido de aproximadamente 2000 técnicos de Contabilidade, afora outros profissionais como: Médicos, Advogados, Agrônomos, Psicólogos, Farmacêuticos, Fisioterapêutas, Odontologos, analistas de Sistemas, Economistas, Veterinários, Jornalistas, Radialistas, Padres, Teólogos, Engenheiros, Nutricionistas, e tantos outros profissionais. 


Mediante a tantas conquistas, diz a nota, chega a hora de repensar o seu direcionamento e sobrivivência, pois somos uma rede de Escolas e Faculdades espalhadas por todo o Brasil, tornando assim nossa uma empresa e não podemos inviabilizar o funcionamento dos demais. 


A grande crise financeira que nos assola, causada por alta taxa de inadimplência torna nosso balanço financeiro negativo impedindo assim que a Escola cumpra seus compromissos com funcionários e fornecedores. 


Presidência ou Diretoria de qualquer empresa não os fecha. e sim qualquer fato que venha acontecer, nosso caso, repito, foi a inadimplência das mensalidades qie atingiram um patamar entre 35% e 40% nos últimos 4 anos. 


Queremos agradecer a todo nosso corpo Docente e Funcionários que deram o melhor de si para engrandecer o querido Santa, a Direção e equipe técnica, a dedicação o carinho o amor para com nosso alunado e pais que reconhecem o trabalho da Instituição. 


Se por ventura nós erramos nesta caminhada, foi no propósito de acertar, fazer o melhor, pois só erra quem faz e é errando que se aprende a fazer o certo. Para este ano de 2010 não iremos trabalhar com alunos, mas, estaremos funcionando com nossa secretaria para as negociações com os inadimplentes e expedição de documentos e paralelamente a equipe técnica e direção estarão planejando nosso funcionamento para 2011.


 


 


Francisco Viana Neto


Presidente - CNEC em Alagoas

Anonimato no mundo virtual
29/01/2010 08:32:06

A extraordinária coragem dos covardes


 


 


 


Com a democratização dos meios de comunicação de massa, leia-se internet, também surgiu um perigoso, crescente e condenável fenômeno social: O anonimato virtual. Onde pessoas incapazes de assumirem em suas vidas reais posturas críticas contra uma sociedade injusta, imoral e excessivamente capitalista, encontraram no anonimato virtual uma fresta para ecoarem suas vozes covardes.


Particularmente sou um dos maiores defensores da livre manifestação do pensamento, da democratização das informações e, sobretudo dos canais onde estas informações podem, a partir do advento da internet, serem socializadas.


Contudo, volto a registrar meu repúdio contra aqueles que utilizando-se de uma prática covarde, anonimato virtual, lançam ao mundo suas verdades particulares, meias verdades, mentiras e misto de verdades e mentiras que maculam a honra de seus interlocutores sem que lhes dêem o devido direito de defesa. Pois defender-se ou rebater acusações, informações tendenciosas, maliciosas, ou mesmo verdades inquestionáveis sem que se saiba para onde nortear seus argumentos é o mesmo que cercear este direito.


A culpa do surgimento e crescimento deste fenômeno social, maléfico a democracia, é único e exclusivamente dos editores e proprietários destes meios de comunicação modernos; pois para que serve a moderação de comentários se todos os lixos enviados as estas páginas serão publicados? Onde está o respeito à legislação que permite a livre manifestação de pensamento, porém veda o anonimato?


Tenho visto muita ofensa pessoal ser postada em algumas páginas consideradas conceituadas, o que certamente as tornam tão insignificantes como o próprio anonimato virtual.


Quem acompanha este Blog com certa frequência sabe que não permito comentários vazios, ofensivos, ou de caráter duvidoso. Entretanto analiso as postagens anônimas, permitindo que algumas sejam publicadas, quando estas não ferem, ainda que indiretamente, a honra de quem quer que seja.


Tenho ao longo dos mais de dois anos em que estou à frente deste canal alternativo de informação e, sobretudo de democratização de opiniões, realizado inúmeras denúncias contra pessoas de mau caráter, mas nunca abri mão de assiná-las e de postá-las em minha página pessoal para que não haja dúvida de quem é o autor das acusações. Porquanto, não tenham dúvidas, só acuso porque tenho instrumentos legais e fontes onde posso comprovar o que digo. Ainda assim sempre resguardei espaço para que estes canalhas ou seus subservientes exercessem o seu constitucional direito de resposta.


Sou absolutamente contra o anonimato virtual e contra todos que permitem a proliferação deste mal social. Prefiro pagar o preço da insegurança a me acovardar e me esconder atrás do anonimato real ou virtual. Pensem nisso! 


JOSIVALDO RAMOS

Arrogância e humildade na medida exata
28/01/2010 08:37:10

A arrogância do poder


Por Paulo Coelho


 


 


Mestre e discípulo conversavam numa esquina, quando uma velha os abordou:


 


“Saiam da frente da minha vitrine!”, gritou a velha. “Vocês estão atrapalhando os fregueses”.


 


O mestre pediu desculpas, e mudou de calçada.


 


Continuaram a conversa, quando um oficial aproximou-se.


 


“Precisamos que o senhor se afaste desta calçada”, disse o oficial. “O conde irá passar por aqui daqui a pouco”.


 


“Que o conde use o outro lado da rua”, respondeu o mestre, sem se mover.


 


Depois se virou para seu discípulo:


 


“Não esqueça: jamais seja arrogante com os humildes. E jamais seja humilde com os arrogantes”.
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